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Carnaval, carnaval, carnaval
Eu fico triste quando chega o carnaval 

Li por cima do ombro de outra pessoa no jornalzinho do metrô lotado uma matéria que comemorava o fato de o pré-carnaval deste ano gerar menos lixo do que o do ano passado. Aparentemente a Prefeitura está contente com os cidadãos que este ano jogaram lixo no lugar devido e colaboraram com a limpeza na cidade. Exaltam, por exemplo, o comportamento do Suvaco de Cristo (“o Suvaco deu um show” nas palavras do Secretário), que reduziu sua quantidade de lixo de 9,4 toneladas no ano passado para 5,5 toneladas esse ano. Aplaudo a redução sim, mas show mesmo seriam ruas limpas, não? Mas nem vou pegar no pé do Suvaco, porque há casos mais alarmantes. O Bloco da Preta Gil, que arrastou 250 mil foliões pelo Centro neste fim de semana, gerou nada mais nada menos que 12 toneladas de lixo. Deixe-me repetir de outra forma: DOZE MIL QUILOS DE LIXO. Você, leitor, tem noção do que são 12 mil kg de lixo?

Os números do jornal jamais deveriam ser motivo de comemoração, porque passam a falsa sensação de que o povo, como um todo, e a Prefeitura fizeram um bom trabalho. Não! Os números são motivo sim de vergonha!

Não frequento blocos, mas estive no último Reveillon em Copacabana, evento que gerou centenas de toneladas de lixo. Na saída da praia andei dezenas de quadras carregando meu lixo tentando encontrar uma caçamba da Comlurb que tivesse espaço. Não havia lixeiras suficientes; as que encontrei estavam abarrotadas. Minha solução foi levar meu lixo para casa a fim de descartá-lo de forma apropriada, mas vá lá… minha casa era em Copacabana. Daria para esperar o mesmo de toda aquela gente que se acotovelava nas filas humilhantes de ônibus e metrô? Fiquei com a sensação de que a Prefeitura e a Comlurb fizeram um planejamento preguiçoso naquele evento. Não importa se estou comparando um evento de 250 mil pessoas com outro que trouxe 2 milhões. O conceito é o mesmo.

Não sei se a Comlurb disponibilizou lixeiras extras suficientes para atender ao Bloco da Preta. Dou o benefício da dúvida. Mas ainda que tenha sido este o problema, de forma alguma isto isenta o povo de sua parcela de culpa. Não jogar lixo no chão é uma questão básica de educação. As pessoas, como pagam seus impostos, sentem-se no direito de sujar porque sabem que alguém tem a obrigação de limpar. Ora, que pensamento pequeno de gente burra! Preservar a cidade limpa é trabalho e obrigação de todos. Enquanto isto não for entendido e praticado naturalmente, Sr. Secretário, por favor não abra a boca para dizer que o povo foi show.

Comentar os prêmios das categorias de TV no Globo de Ouro, né?

Bom, apesar de fazer algumas cagadas nas indicações, as premiações até que foram decentes.

Série de Comédia: Modern Family. Óbvio. Sem Community na lista não dava para ser outra.

Ator de Comédia: Matt LeBlanc por Episodes. Meo, que série mala. Vi por educação, por consideração ao Matt, que eu amo desde Friends e tal, mas ela tem um humor esquisitão, meio britânico, meio cínico demais. Ele tá bem no papel, mas (pô!) ele interpreta ele mesmo, né? Me pareceu um prêmio muito mais para compensar a falta de prêmios na época de Friends. Se bem que você pensar bem, a competição não era lá essas coisas. Eu mesmo tive dificuldade de montar a minha lista de top 5 performances de comédia e acabei incluindo o Matt (e o David Duchovny), um pouco por falta de opção. Pra mim esse prêmio tinha que ser do Joel McHale que arrebenta em Community, mas as premiações ignoram Community então que pelo menos o Ed O’Neil largasse essas sandálias da humildade e se candidatasse aos prêmios na categoria principal e não de coadjuvante. Aí sim, não teria pra ninguém.

Atriz de Comédia: Laura Dern, por Enlightened. Jura? A audiência da série dava 0,1 na demo. Zero vírgula 1. Pífio até para a TV a cabo. Ninguém acreditou quando essa mulher foi indicada e ela ainda ganha! Jamais saberei se esse prêmio foi justo ou não, pq não dá pra investir meu escasso tempo em Enlightened, salvo se ela começar a bombar muito e muita gente começar a falar que eu tenho que ver, que é imperdível, bla bla bla.

Série de Drama: Homeland. Yes! Se não tinha Breaking Bad na lista (como assim, Golden Globes?) não podia ser outra mesmo. Sério, gente, se vocês não viram Homeland, baixem agora. É tenso, intrigante, as atuações são afiadíssimas, você não sabe pra quem torcer… foi de fato a grande novidade da temporada.

Atriz de Drama: Claire Danes, por Homeland. Óbvio. Não teve pra mais ninguém. Ela destruiu como a agente da CIA que é bipolar e obcecada pelo Brody. Ela chora feio demais, mas convence mesmo assim.

Ator de Drama: Kelsey Grammer, por Boss. Era um dos meus favoritos. Esta categoria tava bem difícil com o Damien Lewis de Homeland, o Steve Buscemi por Boardwalk Empire e o Bryan Cranston, que é o Bryan Cranston, papa-prêmios, melhor ator do século por Breaking Bad etc e tal. Boss é um drama político, é pouco badalada, é lenta de fazer Mad Men parecer um thriller, mas o Kelsey Grammer se redime desse monte de série bunda que ele tentou fazer depois do final de Frasier. Foi uma escolha justa, porém burocrática.

Minissérie: Downton Abbey. Não vejo ainda, mas o burburinho tá grande, não vi ninguém falando mal. Tá nos planos começar a ver em algum momento.

Ator de Minissérie: Idris Elba, por Luther. Não sei do que se trata. Desculpem a ignorância.

Atriz de Minissérie: Kate Winslet, por Mildred Pierce. Absoluta. A série foi meio chatinha, mas Kate dominou cada cena. Tinha que ser dela mesmo.

Ator Coadjuvante: Peter Drinklage, por Game of Thrones. Dizem que ele arrebenta, ele arrebatou todos os prêmios, coisa e tal. Mas eu não trabalho com esse gênero de série tipo Senhor dos Anéis. Game of Thrones pra mim é série pra gente que joga RPG. Passo longe.

Atriz Coadjuvante: Jessica Lange, por American Horror Story. Sério? Ok que ela roubou a série pra ela (sorry, Connie Britton), mas a atuação dela me lembrava um pouco a Regina Duarte fazendo a Clô nO Astro. Exagerada nas caras e bocas, meio canastrona, mas a pedido do papel. Talvez ela até tenha tido uma performance digna de top 5, mas não do prêmio. Especialmente considerando que o Globo de Ouro economiza categorias ao colocar todas as coadjuvantes (de drama, de comédia e de minissérie) no mesmo saco, premiar a Jessica Lange por esse papel me soa injusto. As mulheres de Modern Family, Community, The Good Wife ou Grey’s Anatomy representariam melhor as coadjuvantes. In my opinion.

Último dia útil do ano, hora de fazer aquela lista de séries, uma lista mais justa que a dos Golden Globes, que tiveram a coragem de indicar American Horror Story como melhor drama (porra, Golden Globes!).

A lista obviamente denota minha humilde opinião pessoal. E, embora eu veja um número considerável de séries, não vejo algumas das queridinhas dos críticos como Parks and Recreations, Justified ou Sons Of Anarchy.

Melhor Série de Drama:
Breaking Bad
Grey’s Anatomy
Fringe
Homeland
The Good Wife

Melhor Ator Drama:
Steve Buscemi (Boardwalk Empire) 
Kelsey Grammar (Boss) 
Bryan Cranston (Breaking Bad) 
Michael C Hall (Dexter) 
Damian Lewis (Homeland)  

Melhor Atriz Drama:
Julianna Margulies (The Good Wife) 
Glenn Close (Damages)
Anna Torv (Fringe) 
Claire Danes (Homeland) 
Lauren Graham (Parenthood) 

Melhor Ator Coadjuvante Drama:
Jack Huston (Boardwalk Empire)
Michael Pitt (Boardwalk Empire) 
Jeff Hephner (Boss) 
Aaron Paul (Breaking Bad)
John Noble (Fringe)

Melhor Atriz Coadjuvante Drama:
Kelly MacDonald (Boardwalk Empire) 
Kathleen Robertson (Boss) 
Sandra Oh (Grey’s Anatomy) 
Morena Baccarin (Homeland) 
Caterina Scorsone (Private Practice)  

Melhor Série de Comédia ou Musical:
Community
Happy Endings
How I Met Your Mother
Modern Family
Raising Hope 

Melhor Ator Comédia ou Musical:
Alec Baldwin (30 Rock)
David Duchovny (Californication)
Joel McHale (Community)
Matt LeBlanc (Episodes)
Ed O’Neill (Modern Family), embora ele concorra sempre como coadjuvante 

Melhor Atriz Comédia ou Musical:
Tina Fey (30 Rock)
Lea Michele (Glee)
Martha Plimpton (Raising Hope)
Laura Linney (The Big C) 
Toni Collette (United States Of Tara) 

Melhor Ator Coadjuvante Comédia ou Musical:
Danny Pudi (Community)
Donald Glover (Community)
Adam Pally (Happy Endings) 
Nolan Gould (Modern Family)
Ty Burrell (Modern Family) 

Melhor Atriz Coadjuvante Comédia ou Musical:
Alison Brie (Community) 
Gillian Jacobs (Community)
Yvette Nicole Brown (Community)
Casey Wilson (Happy Endings) 
Cloris Leachman (Raising Hope)

Futebol

Acabou de acabar mais um Fla-Flu. Se eu sempre procurei ficar à margem de discussões calorosas – por julgá-las demasiado infantis, hoje com o advento das redes sociais, elas surgem em minha tela e se impõem na minha extensa lista de coisas a ler.
Surpreende-me a bateria de estereótipos: “flamenguistas mulambada”, “o Florminense time de viado”, só pra manter a coisa simples e num nível aceitável. Não questiono o uso de palavrão não. Uso-os fartamente e creio que futebol e palavrão combinam que nem pipoca e guaraná. Mas queixo-me do festival de preconceitos destilados pelas vozes e dedos de gente (em teoria) inteligente.
Conheço tricolores pobres, conheço flamenguistas gays. Há provocações saudáveis que são inerentes ao futebol e estas são bem-vindas, mas o que tenho visto é uma infinidade de fanáticos preconceituosos e burros que carregam a paixão cega por um time em detrimento da admiração pelo esporte.

Ritmos

O som do mundo amplificado
Ou tudo meio distorcido
Tuntch tuntch tuntch

O silêncio que se segue
O apito no ouvido
Sua ausência que cisma em preencher todo o espaço
Dan dan dan dan dan

Um sonho alucinado
Pensamentos conflitantes
Pesadelos delirantes
O dia amanhecido
Pan ran pan pan pan pan panpanran

Um novo dia segue distorcido
Som conflitante em meu ouvido
A noite foi um delírio alucinado
O espaço preenchido com um apito
Sua ausência amplificada em minha vida
Toc toc toc

É você na minha porta?

E se você descobre qual é seu sonho na vida?
E se você trabalha para alcançá-lo e chega lá?
Mas e se quando você chega, o resultado te frustra?
Se percebe que não é bem aquilo que se imaginava?
E quando o que mais deveria te fazer completo te traz uma sensação irreparável de infelicidade?
Lidar com a decepção de um sonho mal realizado, um sonho de falsas expectativas.
Lidar com a súbita sensação da falta de um ideal, de algo que te mova.
Pra que mover-se então? Pra que viver?

Coming Soon

Em breve a história de Welmersuel Guimarães, corretor, casado, torcedor do Flamengo, amante incansável, fã de pagode, assíduo do Orkut.

4a Temporada

Let’s try it again. Pra tentar retomar o hábito de escrever em mais de 140 caracteres, mudei o blog de servidor e dei uma repaginada. A ideia aqui é postar contos, textos, elocubrações diversas que venham em minha casa e não sejam dignas de uma proteção de direitos autorais mais consistente.
Não vou me comprometer com regularidade. Entre o trabalho burocrático, a música, as corridas, os seriados e os estudos, não resta lá muito tempo. Mas esta é uma tentativa de compensar o gap entre 4000 twits escritos regularmente nos 2 últimos anos versus 10 posts blogueiros.
A conferir…

Cachinhos

Sentei no sofá de frente para ela, um tanto quanto constrangido. No quarto ao lado, um coquetel de calmantes nocauteara a mulher que um dia amei. Estampada em meu rosto a dor pela morte do meu melhor amigo. Diante de mim, uma criança ainda jovem demais para lidar com a brutalidade do ocorrido.

Enquanto nossos olhos travavam uma batalha imensa pela maior velocidade de queda de lágrimas, ela, munida de sua mais sincera vulnerabilidade, perguntou-me num sopro de voz: “Você vai ser meu novo pai?”

Minha primeira resposta ficou detida por um golpe de glote. Ah, como teria sido fácil contar-lhe a verdade que me sufocava desde que ela era nada mais que um sinal de positivo num teste de farmácia.

Mas apenas funguei, recompus-me e disse: “Ninguém pode tomar o lugar do seu pai, minha querida”. E com a alma mais partida que cristal estilhaçado, deitei-a em meu colo e afaguei seus cachinhos, tão parecidos com os meus.

>Show da Fabricca

>A Fabricca participa da II Mostra Vocal RioAcappella neste sábado 06/11, às 19h, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro (Av. Rio Branco, 124 – 25o andar).

O show terá 2 ou 3 músicas de cada grupo. A Fabricca participa com Magalenha, What A Fool Believes e Like A Prayer, em versões produzidas apenas com nossas vozes… e nossos corpos.

Apareçam! É free, grátis, de graça!
Blog no WordPress.com. | Tema: Motion até volcanic.
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